Inscrições SARU-2017

Para alunos da UNIFACS, os trabalhos referentes à XIV Semana de Análise Regional e Urbana - SARU serão aceitos até o dia 30/08/2017 . Com o tema "Cultura, Criatividade e Desafios Contemporâneos", poderão ser explorados conteúdos a partir dos seguintes Leia Mais

Inscrições XIV SARU 2017

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Stricto Sensu - Seu Jornal Acadêmico

O Stricto Sensu é um informativo digital, direcionado a comunidade acadêmica, dirigido pelo professor Dr. Noelio Dantaslé Spinola, fundador do Programa de Pós-Graduação de Desenvolvimento Regional e Urbano - PPDRU da Universidade Salvador - UNIFACS,  organizado e editado por Leia Mais

Semana de Análise Regional e Urbana - SARU 2017

Acontece em outubro a Semana de Análise Regional e Urbana - SARU, em sua XIV edição, onde será abordado o tema Cultura, Criatividade e Desafios Contemporâneos, a socialização do conhecimento através do o maior evento da comunidade acadêmica, organizado Leia Mais

CALENDÁRIO PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS À XIV SARU

-> Período de submissão: de 12 de Junho a 31 de Julho de 2017 -> Resultados da seleção: 25 de Agosto de 2017 -> Prazo final para envio por e-mail dos artigos ajustados, pôsteres e respectivas apresentações digitais: 25 de setembro de 2017 -> Leia Mais

PLÁGIO É CRIME

Publicado em by Noelio Dantasle Spinola em Principal | 2 Comentários

Plágio é crime –
Imagem Adaptada: Rafael Coelli

PLÁGIO É CRIME

Em um país onde se assiste ao julgamento e a condenação de altas personalidades da República pelo Supremo Tribunal Federal, num crime de largo espectro por abranger as mais variadas modalidades de delito; onde o Congresso Nacional, que já foi classificado por um ex-presidente da república como um covil de picaretas, é alvo constante de denúncias da imprensa por envolver deputados e senadores em “tenebrosas transações”; é de se perguntar: vale a pena escrever sobre o plágio que muitos consideram um delito menor e, na academia, transforma-se muitas vezes em folclore?

O plágio é crime. Na prática ele é roubo. Quem copia textos alheios é ladrão. Não há desculpa. Quem pratica o famoso corte e cola na Internet – ou fotocopialivros, em parte ou no todo, está cometendo um crime. Está roubando.  Esta história do limite de “Xerox” a 10% do conteúdo do livro, não possui qualquer amparo legal. O plágio é capitulado no Código Civil Art. 524 “a lei assegura ao proprietário o direito de usar, gozar e dispor de seus bens, e de reavê-los do poder de quem quer que, injustamente, os possua;” no Código Penal Brasileiro no título relacionado aos crimes contra a propriedade intelectual, “artigo 184 – Violar direito autoral: Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa”. E os seus parágrafos 1º e 2º, consignam, respectivamente: “§1º Se a violação consistir em reprodução, por qualquer meio, com intuito de lucro, de obra intelectual, no todo ou em parte, sem autorização expressa do autor ou de quem o represente, (…): Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa, (…). § 2º Na mesma pena do parágrafo anterior incorre quem vende, expõe à venda, aluga, introduz no País, adquire, oculta, empresta, troca ou tem em depósito, com intuito de lucro, original ou cópia de obra intelectual, (…), produzidos ou reproduzidos com violação de direito autoral.”

                 Miguel Ángel Núñez, no site Educación y Formación explica que existem dois tipos de plágio: o intencional e o acidental. No primeiro caso se busca premeditadamente roubar ou falsear a informação. Manifesta-se pelo uso de dados, hipóteses, procedimentos, conclusões, parágrafos, artigos, etc. de outros, sem dar o crédito ao verdadeiro autor e atribuíndo-se a autoria. No segundo caso o plágio decorre do manejo errado da informação, de modo geral devido a desconhecimento das normas técnicas relacionadas com as citações.

Existem muitas outras modalidades e técnicas sofisticadas para roubar a criação intelectual alheia. Com a Internet os recursos se tornam vastos. Copiam-se textos estrangeiros que são trazidos para o nosso vernáculo utilizando-se os tradutores automáticos os quais, depois de burilados, são apresentados como obra própria. Constroem-se paródias – nada burlescas – de textos de outros autores e apropriam-se de ideias que são apresentadas com outras palavras. A criatividade para fraudar não tem limites. Às vezes dá mais trabalho do que o simples esforço de produzir algo original. Será perversão?

Existem muitos programas gratuitos que permitem a identificação dos casos de plágio. Um deles é encontrado em  http://www.docxweb.com. E o importante é que os professores estão aprendendo a utilizá-los. O Colegiado de Curso do nosso PPDRU estabeleceu a pena de desligamento do Curso para o aluno que for flagrado plagiando. Com isto está zelando pelo bom nome do Programa e, mais ainda, da nossa Universidade.

Uma coisa que muita gente não sabe e que também é negativo. Trata-se da utilização no todo ou em parte de textos da própria autoria em outros textos próprios. Por exemplo, numa tese de doutorado usar-se partes da dissertação de mestrado sem especificar como citação e referenciar. É o que se chama de autoplágio. Este é um motivo para a reprovação do candidato pela banca. Sempre que o texto transcrito não é inédito deve-se citar o autor e referenciá-lo. “Copiar-se” é tentar vender o mesmo produto duas vezes.

Portanto precisamos combater esta prática. Trata-se de um dever ético. Como primeiro passo, por que não seguirmos o exemplo do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense, que criou uma Comissão de Avaliação de Casos de Autoria? Esta Comissão além de analisar os casos de plágio tem como objetivo educar os alunos quanto aos casos de plágio e como evitá-los.

Fica a sugestão!

 

 Noelio D. Spinola[1]


  • [1] Professor titular do Programa de Pós-Grduação em Desenvolvimento Regional e Urbano p PPDRU – UNIFACS-LAUREATE
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Embeddness¹

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Sem um prévio estoque local de capital humano qualificado é difícil o desenvolvimento local ou endógeno que depende, no que tange a este capital social, de um processo de embeddedness. Segundo Granovetter2 os indivíduos não agem de maneira autônoma, suas ações estão imbricadas em sistemas concretos, contínuos, de relações sociais. Em redes sociais enraizadas na comunidade. A inexistência desta cumplicidade é uma restrição que dificulta a ocorrência de processos de desenvolvimento endógeno em muitas regiões subdesenvolvidas. Contudo, é compreensível o esforço dos organismos de fomento na tentativa de “descobrir” arranjos produtivos (Apls) e similares em economias pobres. A experiência vale, pelo menos, como um processo de aprendizado. Leia Mais

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