Inscrições SARU-2017

Para alunos da UNIFACS, os trabalhos referentes à XIV Semana de Análise Regional e Urbana - SARU serão aceitos até o dia 30/08/2017 . Com o tema "Cultura, Criatividade e Desafios Contemporâneos", poderão ser explorados conteúdos a partir dos seguintes Leia Mais

Inscrições XIV SARU 2017

Estão abertas as inscrições para XIV SARU Todos os detalhes sobre o evento você encontra SARU UNIFACS Clique aqui para acessar sua  Ficha Inscrição SARU 2017  , preencha e e envie para o e-mail: [email protected] e participe do maior evento de Análise Leia Mais

Stricto Sensu - Seu Jornal Acadêmico

O Stricto Sensu é um informativo digital, direcionado a comunidade acadêmica, dirigido pelo professor Dr. Noelio Dantaslé Spinola, fundador do Programa de Pós-Graduação de Desenvolvimento Regional e Urbano - PPDRU da Universidade Salvador - UNIFACS,  organizado e editado por Leia Mais

Semana de Análise Regional e Urbana - SARU 2017

Acontece em outubro a Semana de Análise Regional e Urbana - SARU, em sua XIV edição, onde será abordado o tema Cultura, Criatividade e Desafios Contemporâneos, a socialização do conhecimento através do o maior evento da comunidade acadêmica, organizado Leia Mais

CALENDÁRIO PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS À XIV SARU

-> Período de submissão: de 12 de Junho a 31 de Julho de 2017 -> Resultados da seleção: 25 de Agosto de 2017 -> Prazo final para envio por e-mail dos artigos ajustados, pôsteres e respectivas apresentações digitais: 25 de setembro de 2017 -> Leia Mais

Plataforma Sucupira

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Plataforma Sucupira por  Edvaldo Boaventura[1]

Fonte:  www.capes.gov.br

Fonte: www.capes.gov.br

O acerto em designar de Plataforma Sucupira a coleta CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) merece os aplausos da nação. Para avaliar os programas de mestrado e doutorado, a Capes aciona um fluxo constante de informações da maior importância. Pois bem, todo esse conjunto informacional chama-se Plataforma Sucupira. Como existem a Plataforma Lattes, a Plataforma Paulo Freire, no âmbito da educação, ciência e tecnologia.

Em Salvador, aliás, o nome Newton Sucupira soa bem. Nomeia uma escola no bairro de Mussurunga faz algum tempo. Antecedendo o recente reconhecimento do Governo Federal, o governador Roberto Santos criou a Escola Técnica Newton Sucupira homenageando uma dos mais sábios educadores brasileiros. Dentre muitas outras realizações, o conselheiro Newton Sucupira autorizou o funcionamento da Universidade Estadual de Feira de Santana, abrindo amplas sendas para educação superior no território baiano. O educador pernambucano, nascido em Alagoas, é um dos edificadores da moderna universidade brasileira. A universidade era o seu eixo central, em torno do qual girava o seu pensamento.Aspas Newton Cardoso

Apreciando algumas das suas contribuições, particularmente o seu papel definidor de politicas educacionais, destacam-se: a autonomia universitária, a criação da pós-graduação e seus efeitos para cultura brasileira, a reforma universitária, o acolhimento do princípio humboldtiano, a integração do ensino com pesquisa, bem assim, a definição da Faculdade de Educação, a universidade aberta (open education). Há muitos outros contributos do seu seminal pensamento.

Um dos principais pareceres que destacam a notoriedade de Sucupira foi sobre a autonomia acadêmica. Há uma independência universitária coletiva, institucional e a liberdade pessoal (academic freedom). Ele preferia chamar: independência das universidades e independência dos universitários mestres e alunos. Pela primeira, a universidade se autogoverna, administra-se, organiza cursos e pesquisas. Já a segunda liberdade, a mais preciosa e útil ao professor, caracteriza-se por ensinar como deseja e acredita ser a verdade.

O pai da Pós

O nome de Newton Sucupira está irremediavelmente associado à pós-graduação. Com razão ele é chamado de “o pai da pós-graduação”.  É uma das suas grandes invenções. É uma contribuição significativa à educação, à pesquisa e ao aperfeiçoamento profissional; ele instituiu o escalão dos estudos avançados na estrutura educacional brasileira, logo, à investigação científica, pelas amplas possibilidades de pesquisa fomentadas pelos mestrados e doutorados, igualmente à cultura. As dissertações e teses vieram enriquecer o patrimônio editorial e cultural do país. A pós-graduação em sentido amplo possibilitou uma gama de habilitações em cursos de aperfeiçoamento e especialização, qualificando servidores para as empresas e para o serviço público.

O que o professor Newton Sucupira criou não foi o doutorado no modelo francês, germânico ou italiano, nem o mestrado tipo inglês. Ele estruturou a pós-graduação, criando todo um escalão de formação acima da graduação. Como sabemos, por influência da universidade alemã, os americanos desenvolveram a pesquisa avançada com as escolas de pós-graduação (graduate studies) que possibilitaram mestrados e doutorados. Sucupira foi buscar  este modelo, que influenciou em boa parte outros sistemas universitários para construir a nossa pós-graduação.

Concebeu inteligentemente a pós-graduação restrita, mestrado e doutorado, e a pós-graduação em sentido lato com as especializações e aperfeiçoamentos. Destaca-se a lógica da concepção de nossa pós-graduação concebida em dois segmentos. A experiência sem desprezar o seu criativo pensamento acresceu aos mestrados profissionais ao lado dos mestrados e doutorados científicos ou acadêmicos.

A contribuição do professor Sucupira à educação brasileira vai além da concepção da pós-graduação: inserção do ensino com a pesquisa na reforma universitária.

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Professor Edivaldo BoaventuraEDIVALDO BOAVENTURA
Escreve na sexta-feira, quinzenalmente, na coluna “Opinião” do Jornal ATARDE

Mais textos sobre o Professor Doutor Edivaldo M. Boaventura

[1] Educador, professor emérito e membro da Academia de Letras da Bahia.
Texto transcrito do Jornal A TARDE, edição de 28/03/2014, coluna “Opinião”.
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Casos de desenvolvimento regional

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Resenha do Livro: Casos de Desenvolvimento Regional

Quando se tornam claros o risco de valorização excessiva do curto prazo vale a pena dar atenção aos temas e aos processos que condicionam a melhoria sustentável da qualidade de vida. É disso que o desenvolvimento regional cuida. Casos de Desenvolvimento Regional é um livro diferente. No conteúdo e na forma. Concentrado na economia e na política do desenvolvimento regional estabelece uma ponte entre teoria e prática que visa preencher uma falha no mercado editorial. Foi escrito para satisfazer o público lusófono. Salvo duas contribuições o livro não contempla a realidade brasileira, o que não reduz a sua importância para o nosso público visto que sempre se aprende observando as experiências alheias. Adota a metodologia de “estudo de casos”, com exercícios propostos no final de cada capítulo. Possui alguns textos em inglês para viabilizar a sua utilização com estudantes não fluentes em português. Na sua primeira parte o livro discorre sobre a utilidade de vários métodos de análise espacial para descrever objetos de estudo no domínio do desenvolvimento regional. Assim destaca-se, no capítulo 2, o recente Índice Sintético de Desenvolvimento Regional, aplicado nos territórios portugueses como um poderoso instrumento de planejamento estratégico . O capítulo 3 mostra como o conceito de cluster pode ser identificado na prática, com aplicações ao Minho e à região Centro de Portugal e o capítulo 4 ilustra como a econometria dos estimadores não-paramétricos pode ser mobilizada para esclarecer o fenômeno na região Norte de Portugal. Os modelos gravitacionais são outros “velhos conhecidos” dos cursos de análise espacial. O capítulo 5 mostra como um destes modelos, concretamente, o método da sobrevivência das cohorts, pode ajudar a fundamentar tecnicamente o planejamento de uma rede de equipamentos para utilização coletiva. Os capítulos 6 e 7 valorizam o interesse dos Sistemas de Informação Geográfica (SIG) para conhecer as capacidades do território. Através de um exemplo, o capítulo 8 documenta como se pode fazer o plano estratégico de um conjunto integrado de ações coletivas que têm a dinamização das atividades econômicas como objetivo. Por fim, o capítulo 9 reflete sobre o efeito no desenvolvimento econômico de condições específicas da insularidade de uma pequena economia, usando as ilhas Tomé e Príncipe como caso de estudo. A segunda parte trata do crescimento econômico nas escalas territoriais e subnacionais, lida explicitamente com incursões quantitativas sobre a teoria do crescimento econômico. O capitulo 10 explora empiricamente a endogeneização do progresso tecnológico à Solow através da acumulação de capital humano. Uma comparação entre a Andaluzia e Espanha é oferecida para várias medidas de produto e produtividade. Já o capítulo 11 serve para suscitar a discussão sobre a eficácia das políticas de desenvolvimento regional na Europa. A terceira parte trata da localização das atividades econômicas e a gestão do território, reunindo várias contribuições sobre economia regional e urbana, ordenamento do território, engenharia dos transportes e arquitetura: localização de atividades econômicas. O capítulo 12 estuda a relação estatística entre a relocalização de setores industriais e a relocalização de setores terciários. O capítulo 13 ilustra, com o caso de São Paulo, o papel do transporte individual de passageiros no planejamento rodoviário em meio urbano. O capítulo 14 reflete sobre um dos principais instrumentos de gestão territorial: os Planos Regionais de Ordenamento do Território. O capitulo 15 apresenta o número de habitantes acessíveis a partir de três cidades da Beira Interior considerando vários cenários de dotações em infra-estruturas rodoviárias. Na quarta parte, sobre a formulação de políticas, o capítulo 16 é o mais conceitual e faz a discussão mais macro. Ilustra a aplicação das modernas teorias do desenvolvimento regional endógeno, nomeadamente as que acentuam o papel dos fatores menos tangíveis. O capítulo 17 complementa e aprofunda o conhecimento sobre estas teorias, explicando aspectos relativos ao processo de reconhecimento político de parcerias entre autores do desenvolvimento e discutindo os seus fatores críticos de sucesso. Ao mesmo tempo, é útil para quem queira recolher inspiração para conceber instrumentos deste tipo para outros países. O capítulo 18 é inteiramente aplicado à competitividade dos territórios de baixa densidade populacional e condicionado por dinâmicas de  desenvolvimento empobrecedor. Seguem-se outros tipos de instrumentos de política e escalas territoriais de intervenção. Assim, o capítulo 19 apoia-se na experiência de um pequeno município para nos cativar com a utilidade do planejamento estratégico na ação estrutural de um território português do interior. O capítulo 20 introduz os leitores a um instrumento ainda pouco conhecido em Portugal e que possui características úteis ao tecido econômico e empresarial dos territórios lusófonos de baixa densidade. A introdução é feita através do estudo de um caso, o Programa de Formação e Consultoria de Apoio à Criação de Empresas, (FAME) uma iniciativa original de governos locais em parceria com a sociedade civil, posteriormente adotada por uma agência do Ministério da Economia e estendida a todo o território continental. No capítulo 21, encontramos uma reflexão sobre insuficiências dos métodos em vigor nas ava-liações de impacto ambiental realizadas em Portugal. Finalmente, o capítulo 22, um dos dois que se referem ao Brasil, analisa o estado do Paraná. A parte quinta trata das aplicações de instrumentos de política e estratégias de eficiência coletiva. Assim os capítulos de 23 a 25 apresentam uma visão de economia política sobre o desenvolvimento regional. O capítulo 26 dá conta de uma experiência nas margens do Tejo. Trata-se de uma abordagem sociológica à possibilidade de conjugação entre patrimônio cultural e desenvolvimento econômico. O capítulo 27 coloca-nos perante um caso em que o patrimônio histórico construído pode ser o motor de uma estratégia coletiva de desenvolvimento econômico para territórios de baixa densidade. A fechar esta parte, o capítulo 28 traz a análise de uma observadora externa ao processo, sobre o Programa de Valorização Econômica de Recursos Endógenos (PROVERE).A parte seis trata da cooperação de base entre os agentes econômicos. Nela o capítulo 29, em inglês, expõe um caso inovador de sucesso: a criação de um parque de biotecnologia em espaço rural. O capítulo 30 apresenta um caso sobre a importância das redes de agentes econômicos para o desenvolvimento regional e a utilidade que as tecnologias de comunicação e informação podem trazer para a estruturação daquelas. Discute, em concreto, a experiência brasileira na indústria de transformação de madeiras no município de Buri, estado de São Paulo. A cooperação transfronteiriça é abordada no capítulo 31 através da experiência de uma das mais dinâmicas associações transfronteiriças de municípios da UE: o Espaço Atlântico do Noroeste Peninsular que atua nas regiões da Galícia, na Espanha, e Norte, em Portugal. A cultura como alavanca do desenvolvimento volta a ser examinada no capítulo 32 com o programa Arteemrede – Teatros associados em curso no Oeste e Vale do Tejo que mostra como a atenção ao pós-investimento deve nortear as próprias decisões de investimento. Na parte sete que trata de outras iniciativas de desenvolvimento regional endógeno, os capítulos 33 e 34 mostram como o empreendedorismo esclarecido num território de baixa densidade pode ter sucesso no mercado internacional com um produto do território. O capítulo 35 aborda o caso de outro recurso rural: a uva e a sua transformação vitivinícola. Discute o papel desse recurso rural tradicional na alavancagem de desenvolvimento econômico. O capítulo 36 argumenta em torno do papel do fator capital social na promoção de desenvolvimento econômico de base territorial. Já o capítulo 37 dá conta de um programa de desenvolvimento local baseado em turismo da Natureza, promovido pelo município de Montalegre, em pleno Parque Natural da Peneda-Gerês. O capítulo 38, em inglês, traz a introdução promissora a um tema ainda pouco explorado na literatura: como é que a natureza da interação entre escolhas orçamentais de governos locais impacta sobre o desenvolvimento do território servido por esses municípios? O capítulo 39 debruça-se sobre os problemas de degradação urbana e exclusão social no seio de uma área metropolitana. A oitava parte, a última do livro, reúne um conjunto de contribuições sobre avaliação de políticas ou avaliação da aplicação de instrumentos de política na promoção do desenvolvimento regional.

Gregory Höllenmaul

            Casos de Desenvolvimento Regional
Organizador: Rui Nuno Baleiras;
Editora: Princípia;
ISBN: 9789898131850;
Local de publicação: Cascais – Portugal;
N. capítulos: 46;  N. autores: 83;  N.  páginas: 798;
Preço: 31,46€ – Fob – Lisboa; Melhor
vendedor: http://www.wook.pt

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Semana de Analise Regional e Urbana – SARU

Publicado em by Diretor Executivo em Corpo Científico | 1 Comentário
Foto: Arquivo Informativo Stricto Sensu

Público formado por docentes e discentes nas palestras da VIII-SARU realizado no auditório da Pós-Graduação UNIFACS – 29/11/2011.

Volta a circular o Jornal Stricto Sensu, veículo de difusão do conhecimento e de idéias produzido pelo corpo discente do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional e Urbano – PPDRU. Tenho a honra de inaugurar este espaço do Jornal apresentando uma visão da SARU.

O primeiro passo é esclarecer que a SARU nasceu e sobreviveu graças à dedicação do Professor Doutor Alcides dos Santos Caldas, coordenador do programa de 2004 ao início de 2011. Foi ele que criou, buscou financiamento, reuniu meios, pessoas e encontrou o caminho em meio à estrutura acadêmica e, através da persistência a transformou em um evento permanente. Vamos proceder a um pequeno estudo de caso neste objeto de pesquisa definido: SARU. Leia Mais

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